A revista Nação e Defesa iniciou a sua publicação em Abril de 1976 com o
número “0”, então editado pelo Gabinete de Estudos e Planeamento do Estado-Maior do Exército. Por decisão do Conselho dos Chefes de Estado-Maior das Forças
Armadas, tomada na reunião de 19 de Julho de 1977 (na sequência da criação do Instituto da Defesa Nacional, em 12 de Julho de 1976), a revista Nação e
Defesa passou a ser agregada ao Instituto da Defesa Nacional (IDN), que editou o seu número 4 em Janeiro de 1978, como “Revista de Assuntos Políticos, Económicos,
Científicos e Militares”. O seu objectivo foi então reajustado para passar a “Difundir até ao mais alto nível, civil e militar, a política da defesa nacional
e os grandes problemas com ela relacionados, nomeadamente no campo político, económico, científico e militar.”.
Desde a sua criação,
a revista Nação e Defesa publicou nos seus 135 números, cerca de 1200 artigos, escritos por ilustres colaboradores, em língua portuguesa, francesa e inglesa, os quais
em muito enriqueceram a cultura da Segurança e Defesa em Portugal.
Com o número 122, subordinado ao tema “O Mar no Pensamento Estratégico Nacional”, a revista
Nação e Defesa deu inicio à 4ª Série, com um novo formato “16X23”, que teve em atenção questões ambientais e de racionalidade
económica. A edição do número 123, subordinado ao tema “Portugal e a Aliança Atlântica” foi acompanhada da disponibilização gratuita da
versão digital dos números da Nação e Defesa (desde o número “0” até ao último ano de publicação) no site do IDN.
No seu conjunto, a colecção completa da Nação e Defesa, representa uma fonte importante para entender as mudanças do mundo no campo da
Segurança e Defesa nas últimas décadas. Como referia o título do editorial do seu número 1, esta é uma revista onde alguns dos melhores autores nacionais de todos
os quadrantes publicaram o seu pensamento sobre “que defesa para qual Portugal?”, dentro da visão de uma revista que, como o citado editorial referia, devia ser
“documentação para manuseio e crítica”, uma “folha de livre circulação e estímulo”. A divulgação gratuita
da versão digital da revista será um passo importante para concretizar o desígnio de uma “livre circulação”.